Filmes por gênero

SOBERBA (1942)

The magnificent Ambersons
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Ficha Técnica

Outros Títulos: O quarto mandamento (Portugal)
La splendeur des Amberson (França)
L'orgoglio degli Amberson (Itália)
El cuarto mandamiento (Espanha)
Soberbia (Argentina)
Der glanz des Hauses Amberson (Alemanha)
De magnifika Ambersons (Suécia)
Familien Amberson (Dinamarca)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Orson Welles
Roteiro: Orson Welles
Produção: Orson Welles
Design Produção: Albert S. D'Agostino
Música Original: Bernard Herrmann
Fotografia: Stanley Cortez
Edição: Robert Wise
Direção de Arte: Albert S. D'Agostino
Figurino: Edward Stevenson
Guarda-Roupa: Claire Cramer, Earl Leas, Margaret Van Horn, Edward Stevenson
Maquiagem: Mel Berns
Efeitos Sonoros: Bailey Fesler, James G. Stewart, Terry Kellum
Efeitos Especiais: Vernon L. Walker
Efeitos Visuais: Clifford Stine
Nota: 9.0
Filme Assistido em: 1958

Elenco

Joseph Cotten Eugene Morgan
Anne Baxter Lucy Morgan
Dolores Costello Isabel Minafer
Tim Holt George Minafer
Agnes Moorehead Fanny Minafer
Ray Collins Jack Minafer
Erskine Sanford Roger Bronson
Richard Bennett Maj. Amberson
Orson Welles Narrador
Don Dillaway Wilbur Minafer
Bobby Cooper George Minafer, quando garoto
Anne O'Neal Sra. Foster
Jack Baxley Reverendo Smith
Mel Ford Fred Kinney
Charles R. Phipps Tio John
Hilda Plowright Enfermeira
Dorothy Vaughan Sra. Johnson
Edward Howard Motorista
J. Louis Johnson Sam, o mordomo
Drew Roddy Elijah

Prêmios

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Atriz (Agnes Moorehead)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Agnes Moorehead)

Oscar de Melhor Fotografia em Preto e Branco (Stanley Cortez)

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Interiores (Albert S. D'Agostino, A. Roland Fields, Darrell Silvera )

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1873, em uma pequena cidade, os Ambersons, mais rica família da região, dominam a vida social. Os habitantes estão alvoroçados com a notícia de que Isabel Amberson, filha da família, rompeu seu relacionamento com Eugene Morgan, seu pretendente, por ele a ter envergonhado ao se embriagar a ponto de levar um tombo durante uma serenata. Embora continuando a gostar dele, Isabel casa-se com o vulgar Wilbur Minafer, com quem tem um filho, George Amberson Minafer. Todo o amor que sentia por Eugene, ela o direciona para o filho e, como conseqüência, este se transforma numa criança terrível e mimada, provocando a inimizade de todos os que moram na cidade, que ansiosamente esperam que ele, um dia, quebre a cara.

Anos mais tarde, George volta pra casa para passar as férias escolares, oportunidade em que sua família promove um grande baile em sua honra. Eugene, agora viúvo, retorna depois de uma longa ausência e comparece ao baile com sua filha, Lucy. George, encantado com a jovem, a convida para uma dança, sem imaginar que seus pais estiveram romanticamente envolvidos no passado. Quando Lucy diz a George que seu pai, um inventor, está desenvolvendo um carro sem cavalos, ele ridiculariza a idéia, fazendo com que a jovem comente sua atitude imatura. Logo depois, quando ele declara que seu objetivo de vida é se tornar um iatista, ela volta a criticá-lo por sua falta de ambição. Ao final da noite, George expressa sua animosidade em relação a Eugene e implica com sua tia solteirona Fanny.

Na tarde seguinte, o jovem convida Lucy para um passeio de trenó. Quando o trenó vira, lançando-os na neve, Eugene lhes dá uma carona para casa em seu carro. Algum tempo depois, Wilbur, que se tornou deprimido por uma série de maus investimentos, morre.

Indiferente à morte do pai, George retorna da Faculdade e continua a zombar de Fanny sobre o interesse dela em Eugene. À medida que a fortuna dos Ambersons cai, a fábrica de automóveis de Eugene torna-se um sucesso financeiro. Certo dia, George propõe casamento à Lucy, mas quando ela o rejeita por causa de sua falta de ambição, ele acusa Eugene pelas opiniões da filha.

Quando Lucy deixa a cidade para visitar umas amigas, os Ambersons convidam Eugene para um jantar. Durante o mesmo, George provoca uma discussão sobre a maneira como o automóvel vai revolucionar a civilização, ao dizer que o mesmo nunca deveria ter sido inventado. Depois do jantar, Fanny elogia George como uma forma de defender a reputação de sua mãe, sendo rude com Eugene. Depois que este vai embora, Fanny diz a George que a cidade inteira está fofocando sobre o namoro entre Eugene e Isabel, deixando-o furioso.

No dia seguinte, quando Eugene procura Isabel para um passeio combinado, George se recusa a deixá-lo ver sua mãe e bate a porta na cara dele. Chocado com o comportamento do sobrinho, Jack, irmão de Isabel, a convida para uma conversa privada a fim de discutir a conduta de George, enquanto este e Fanny brigam na escadaria. Por outro lado, ao chegar em casa, Eugene escreve  uma carta para Isabel, na qual confidencia seu medo de que George nunca aceitará o casamento deles e a pressiona a escolher entre seu amor verdadeiro e seu filho. Embora dividida, a sempre dedicada mãe escolhe o filho.

Quando Lucy retorna à cidade, George a informa que ele e sua mãe estão saindo em uma viagem ao redor do mundo, havendo a possibilidade dos dois nunca mais voltarem a se ver.  Lucy finge indiferença, mas quando o jovem se afasta, ela desmaia.

Passado algum tempo, Jack volta para casa depois de visitar a irmã e o sobrinho em Paris. Ele confidencia a Eugene que, embora Isabel esteja gravemente doente em cima de uma cadeira de rodas, o filho não permite que ela saia da Europa. Isabel piora a cada dia que passa e, quando se acha completamente inválida, retorna para morrer em casa. Eugene vai visitá-la sendo, entretanto, rejeitado pela família sob a alegação de que Isabel está proibida de receber visitas. No entanto, quando George segura a mão de sua mãe em seu leito de morte, ela expressa seu desejo de ver Eugene pela última vez. Devastado pela morte da filha e inconformado por ter perdido sua fortuna, o Major Amberson morre em seguida.

Sem dinheiro, Jack diz adeus a George e deixa a cidade para aceitar um emprego em outro lugar. Eugene, agora acompanhado por Lucy, retorna ao caramanchão onde ela recorda a lenda de um jovem e impetuoso chefe índio que foi exilado por sua tribo por sua conduta odiosa.

Desamparado, George encontra emprego como um funcionário de baixa remuneração em um escritório de advocacia. Quando Fanny, em um ataque histérico de autopiedade, insiste para que ela e o sobrinho se mudem para uma pensão, George abandona o emprego para trabalhar numa fábrica de dinamite com uma melhor remuneração.

Na véspera dos dois deixarem a ex-mansão da família, George vai ao antigo quarto da mãe para implorar-lhe perdão. Em seguida, ao sair de casa, é atropelado por um carro e hospitalizado. Quando Lucy lê a notícia sobre o acidente, ela insiste em ir visitá-lo no hospital, sendo acompanhada pelo pai. Terminada a visita, Eugene encontra-se com Fanny, a quem diz que a presença de Lucy fez com que George voltasse a ter vontade de viver e que o rapaz lhe estendera a mão para pedir-lhe perdão. Continuando, confidencia que sentiu a presença de Isabel no quarto do hospital e que, oferecendo refúgio ao filho dela, estava sendo fiel ao seu eterno amor de sua vida.

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Comentários

Baseado no romance de Booth Tarkington, “Soberba” é um magnífico e comovente drama do cinema norte-americano do início dos anos 40. Escrito, dirigido, produzido e narrado pelo grande Orson Welles, sua trama gira em torno de uma família problemática, inicialmente a mais rica da região, que termina na miséria. Amores não correspondidos, aversão ao progresso e uma mãe superprotetora, à custa de sua própria felicidade, são alguns dos pontos responsáveis pela derrocada de tal família.

A exemplo de “Cidadão Kane”, realizado um ano antes, “Soberba” também procura mostrar que a riqueza nem sempre protege as pessoas contra a infelicidade. É interessante notar como a enorme mansão dos Ambersons, uma vez o centro social da cidade, com seus bailes e serenatas, torna-se um monumento abandonado, vazio. Para quem não sabe, vale a pena dizer que, em “Cidadão Kane”, além de interpretar o personagem-título, Orson Welles também o dirigiu, o produziu e foi um dos que assinaram o roteiro.

No elenco, Agnes Moorehead nos brinda com um desempenho magnífico que lhe rendeu sua indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, prêmio que perdeu para a atriz Teresa Wright por sua atuação em “Rosa da Esperança”. O segundo melhor desempenho ficou por conta de Tim Holt no papel do problemático George Minafer. Num patamar um pouco mais baixo, acham-se Joseph Cotten, como o galã romântico, Anne Baxter e Dolores Costello, esta última em seu penúltimo filme.

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