
A LUZ É PARA TODOS (1947)
Gentleman's Agreement
| Outros Títulos: | La barrera invisible (Espanha) Le mur invisible (França) Tabu der Gerechten (Alemanha, Austria) |
| Pais: | Estados Unidos |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Elia Kazan |
| Roteiro: | Moss Hart |
| Produção: | Darryl F. Zanuck |
| Música Original: | Alfred Newman |
| Fotografia: | Arthur Miller |
| Direção de Arte: | Mark-Lee Kirk, Lyle Wheeler |
| Figurino: | Kay Nelson |
| Guarda-Roupa: | Charles Le Maire, Sam Benson |
| Maquiagem: | Ben Nye |
| Efeitos Sonoros: | Alfred Bruzlin, Roger Heman Sr. |
| Efeitos Especiais: | Fred Sersen |
| Nota: | 8.7 |
| Filme Assistido em: | 1959 |
| Gregory Peck | Philip 'Phil' Green |
| Dorothy McGuire | Kathy Lacey |
| John Garfield | Dave Goldman |
| Celeste Holm | Anne Dettrey |
| Anne Revere | Sra. Green, mãe de Philip |
| June Havoc | Elaine Wales |
| Albert Dekker | John Minify |
| Jane Wyatt | Jane |
| Dean Stockwell | Tommy Green, filho de Philip |
| Nicholas Joy | Dr. Craig |
| Sam Jaffe | Prof. Fred Lieberman |
| Robert Warwick | Irving Weisman |
| Harold Vermilyea | Lou Jordan |
| Louise Lorimer | Srta. Miller |
| Frank Wilcox | Harry |
| Kathleen Lockhart | Sra. Jessie Minify |
| Victor Kilian | Olsen |
| Curt Conway | Bert McAnny |
| Ransom Sherman | Bill Payson |
| Marilyn Monk | Recepcionista |
| Pattie Robbins | Recepcionista |
| John Newland | Bill |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Direção (Elia Kazan)
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Celeste Holm)
Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Direção (Elia Kazan)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme - Drama
Prêmio de Melhor Direção (Elia Kazan)
Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Celeste Holm)
Prêmio Especial (Dean Stockwell)
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Roteiro Adaptado
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Anne Revere)
Oscar de Melhor Edição
Festival Internacional de Veneza, Itália
Prêmio Leão de Ouro (Elia Kazan)
Tendo aceitado um convite para se juntar à equipe de uma influente revista nova-iorquina, o jornalista Philip 'Phil' Green, viúvo, chega à cidade acompanhado da mãe e do filho Tommy.
Ao procurar o editor-chefe da Revista, Sr. John Minify, toma conhecimento que seu primeiro trabalho será o de escrever uma série de artigos sobre o anti-semitismo. O Sr. Minify enfatiza que a abordagem não deverá envolver números ou estatísticas, e sim uma visão pessoal dos reais problemas e, principalmente, preconceitos sofridos pelos judeus dentro da comunidade.
Phil concorda em fazer o trabalho, muito embora não esteja seguro de que seja a pessoa certa para a tarefa, uma vez que nunca enfrentou qualquer tipo de preconceito.
Ao ser convidado para um jantar na casa do Sr. Minify, tem a oportunidade de conhecer Kathy Lacey, sobrinha da mulher de Minify e divorciada há dois anos. Os dois logo se sentem atraídos um pelo outro.
Phil inicia o trabalho, dedicando ao mesmo mais de oito horas por dia. Os dias se passam e ele não se sente satisfeito com nenhuma das abordagens desenvolvidas. Ao comentar o assunto com a mãe, diz que, lidando com fatos e evidências, talvez tenha se esquecido dos aspectos ligados aos sentimentos. Comenta ainda que gostaria que seu maior amigo judeu, Dave Goldman, estivesse na cidade para ajudá-lo nessa tarefa. Na sua falta, percebe que a única forma de alcançar seus objetivos é se fazer passar por um deles, a fim de sentir na própria carne os preconceitos que esse povo sofre na sociedade. Apenas sua família, Kathy e o Sr. Minify tomam conhecimento de seu plano.
O relacionamento com Kathy torna-se cada vez mais próximo, levando os dois a pensarem em se casar. Uma festa é marcada na casa de verão da família dela, para que todos o conheçam. Os problemas começam a surgir quando Kathy, que se mostra a favor da causa abraçada por Phil, na prática se cala diante de uma injustiça ou preconceito sofrido por um judeu.
Enquanto isso, o jornalista vai acumulando experiências sobre o assunto por onde passa: num hotel com reserva confirmada, o gerente lhe dá desculpa ao saber que se trata de um judeu; o filho, na escola, é maltratado por seus colegas, etc. O noivado com Kathy é desfeito.
Em casa, Phil recebe um telefonema de Dave informando-lhe que se encontra em Nova York e que está pensando em trazer sua família para se estabelecerem na cidade. Sua presença ajuda Phil a terminar a série de artigos sobre o anti-semitismo que lhe fora confiada. Paralelamente, ao travar conhecimento com Kathy, Dave começa a fazer um trabalho que leva a moça a repensar suas atitudes em relação à questão.
No escritório, Phil entrega os artigos ao Sr. John Minify, sendo fortemente elogiado. Na ocasião, informa ao chefe que está pensando em retornar com a família para a Califórnia. Entretanto, ao se reencontrar com Dave, este lhe diz que Kathy repensou suas ações em relação à causa judia e que está disposta a começar uma vida nova ao seu lado. Contente com a boa nova, Phil corre para os braços de sua amada.
Baseado no livro de Laura Z. Hobson, "A Luz é para Todos" é um excelente filme. Realizado pelo cineasta Elia Kazan, o filme tenta corajosamente denunciar os preconceitos e a hipocrisia da sociedade americana contra o povo judeu.
Partindo de um roteiro muito bem construído, assinado por Moss Hart, e contando com a magnífica fotografia de Arthur Miller e a ótima trilha sonora de Alfred Newman, Kazan nos apresenta um trabalho perfeito na direção desse drama, cujo foco é a luta de um homem contra o anti-semitismo, o sonho de um mundo melhor onde não haja discriminação social ou religiosa.
"A Luz é para Todos" é um filme inteligente e tem, nas seqüências onde pessoas compreendem e enfrentam a intolerância e a hipocrisia existentes nelas próprias, seus melhores momentos.
O elenco é de primeiríssima linha, com excepcionais atuações de Gregory Peck, Celeste Holm, Anne Revere e Dorothy McGuire. Esta última, ao representar uma mulher que deseja o fim da discriminação mas que, em suas ações, se mostra uma pessoa omissa, faz brilhantemente com que a transformação por que passa sua personagem seja a mais importante do filme, por representar a atitude da maioria da sociedade.
Enfim, "A Luz é para Todos" é um filme imperdível.