
O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS (1971)
The beguiled
| Outros Títulos: | The beguiled (França) La notte brava del soldato Jonathan (Itália) El seductor (Espanha) Betrogen (Alemanha, Áustria) |
| Pais: | Estados Unidos |
| Gênero: | Drama, Guerra Civil |
| Direção: | Don Siegel |
| Roteiro: | Albert Maltz, Irene Kamp |
| Produção: | Don Siegel |
| Design Produção: | Ted Haworth |
| Música Original: | Lalo Schifrin |
| Fotografia: | Bruce Surtees |
| Edição: | Carl Pingitore |
| Direção de Arte: | Alexander Golitzen |
| Maquiagem: | Bud Westmore |
| Efeitos Sonoros: | Waldon Watson, John Mack |
| Nota: | 7.2 |
| Filme Assistido em: | 1974 |
| Clint Eastwood | Cabo John McBurney |
| Geraldine Page | Martha Farnsworth |
| Elizabeth Hartman | Edwina Dabney |
| Jo Ann Harris | Carol |
| Darleen Carr | Doris |
| George Dunn | Sam Jefferson |
| Melody Thomas Scott | Abigail |
| Mae Mercer | Hallie |
| Pamelyn Ferdin | Amy |
| Peggy Drier | Lizzie |
| Patricia Mattick | Janie |
| Charlie Briggs | Capt. Confederado |
| Patrick Culliton | Soldado |
| Buddy Van Horn | Soldado |
Durante a Guerra Civil americana, um cabo do exército da União, John McBurney, gravemente ferido, é resgatado por Amy, uma garota de 12 anos que vive num internato sulista, de propriedade da Sra. Martha Farnsworth. Na escola, algumas das responsáveis não vêem com bons olhos a presença de um soldado inimigo entre elas mas, mesmo assim, decidem cuidar dele.
Quando Martha lhe fala que só o está ajudando por uma questão de ética, ele responde que foi exatamente por uma questão ética que foi ferido, já que, sendo um 'quaker', não levava armas para o front e seu ferimento deveu-se ao fato de tentar ajudar um soldado inimigo. Tal revelação faz com que ela, de alguma forma, se sinta atraída pelo estranho.
Edwina Dabney, sócia de Martha, desde o primeiro instante se apaixona por ele, que demonstra corresponder aos seus sentimentos.
Por outro lado, Carol, uma estudante adolescente de 17 anos, o procura e já vai beijando-o e dizendo-lhe que, à noite, vai deixar a porta de seu quarto aberta para ele. Entretanto, quando o vê abraçado e aos beijos com Edwina, decide, enciumada, colocar uma bandeira azul no portão principal, sinal que significa para a patrulha sulista, que há um inimigo na casa.
Quando a patrulha chega e o prende, Martha informa que ele não é inimigo e sim um primo do Texas. Quando lhe perguntam sobre a bandeira azul, ela responde tratar-se de uma brincadeira de mau gosto de uma das alunas.
Quando, depois, ele a procura para agradecer-lhe, ela o beija e lhe pergunta se gostaria de ficar para ajudá-las na lavoura, ao que ele responde afirmativamente.
A seguir, ele bebe além da conta e, embriagado, vai ao quarto da adolescente Carol. Ao mesmo tempo, Edwina e Martha, separadamente, procuram por ele. Quando Edwina o encontra no quarto de Carol, fica descontrolada, o chama de cafajeste e o empurra da escada.
Com a queda, seus ferimentos se complicam e Martha, com a ajuda de Edwina e de Hallie, uma empregada negra da escola, decide amputar uma de suas pernas, para evitar uma possível gangrena. Ao descobrir que teve uma perna amputada, ele se revolta e acusa Martha de tê-lo castigado por ele não ter ido pra cama com ela. Sabendo que ele adora cogumelos, Martha lhe diz que, para selar a paz entre eles, vai-lhe preparar uma refeição especial à base de cogumelos.
Edwina o procura e declara seu amor. Os dois combinam deixar a casa no dia seguinte. Quando todos se sentam para o almoço, inclusive as alunas, Edwina anuncia a decisão por eles tomada. A refeição se inicia e o prato com cogumelos é colocado ao lado de McBurney. Depois de comer o suficiente e elogiar os cogumelos, ele pede que Edwina se sirva e passe em seguida o prato para as demais pessoas. No momento em que ela vai por o primeiro cogumelo na boca, Martha grita pedindo-lhe que não o coma. Em poucos minutos, McBurney está morto por envenenamento.
Baseado no livro homônimo de Thomas Cullinan, "O Estranho Que Nós Amamos" é um ótimo e interessante filme sobre a recuperação de um soldado inimigo, quando acolhido num internato para garotas, bem como, sobre as tensões sexuais que afloram entre alunas e professoras por sua presença naquele educandário.
Produzido e dirigido pelo cineasta Don Siegel, o filme apresenta uma história interessante, um bom trabalho de Siegel, uma bela fotografia e algumas ótimas interpretações. Uma das melhores vem da atriz Elizabeth Hartman. Outras boas atuações são as apresentadas por Mae Mercer, no papel da empregada negra, por Geraldine Page e por Clint Eastwood.
CAA