
NO AMOR E NA GUERRA (1996)
In love and war
| Outros Títulos: | Le temps d'aimer (França) Amare per sempre (Itália) Pasión de guerra (México) |
| Pais: | Estados Unidos |
| Gênero: | Biográfico, 1ª Guerra Mundial, Romance |
| Direção: | Richard Attenborough |
| Roteiro: | Allan Scott, Clancy Sigal, Anna Hamilton Phelan |
| Produção: | Richard Attenborough, Dimitri Villard |
| Design Produção: | Stuart Craig |
| Música Original: | George Fenton |
| Fotografia: | Roger Pratt |
| Edição: | Lesley Walker |
| Direção de Arte: | Neil Lamont, John King, Michael Lamont |
| Figurino: | Penny Rose |
| Guarda-Roupa: | Joel Voorhies, Annie Crawford, Mark Holmes e outros |
| Maquiagem: | Camille Belanger, Pamela Westmore, Sallie Evans e outros |
| Efeitos Sonoros: | Gerry Humphreys, Simon Kaye, Jonathan Bates e outros |
| Efeitos Especiais: | Sam Conway, Ceri Nicholls, Tim Willis e outros |
| Efeitos Visuais: | Antony Hunt, Helen Ball, Roger Gibbons e outros |
| Nota: | 7.0 |
| Filme Assistido em: | 1997 |
| Chris O'Donnell | Ernest 'Ernie' Hemingway |
| Sandra Bullock | Agnes von Kurowsky |
| Margot Steinberg | Mabel 'Rosie' Rose |
| Mackenzie Astin | Henry Villard |
| Ingrid Lacey | Elsie 'Mac' MacDonald |
| Colin Stinton | Tom Burnside |
| Emilio Bonucci | Dr. Domenico Caracciolo |
| Tara Hugo | Katherine De Long |
| Giuseppe Bonato | Avô |
| Diane Witter | Adele Brown |
| Allegra Di Carpegna | Loretta Cavanaugh |
| Mindy Lee Raskin | Charlotte Anne Miller |
| Tracy Hostmyer | Ruth Harper |
| Lauren Booth | Anna Scanlon |
| Rebecca Craig | Elena Crouch |
| Frances Riddelle | Katherine Smith |
| Wendi Peters | Emily Rahn |
| Ian Kelly | Jimmy McBride |
| Laura Nardi | Teresa |
| Maria Petrucci | Sonia |
| Valeria Fabbri | Anna Maria |
| Vincenzo Nicoli | Enrico Biscaglia |
| Raffaello Degruttola | Francesco |
| Matthew Sharp | Joseph Larkin |
| Nick Brooks | Louis Burton |
| Doreen Mantle | Emilia |
| Colin Fox | Dr. Hemingway |
| Kay Hawtrey | Grace Hemingway |
Festival Internacional de Berlim, Alemanha
Prêmio Urso de Ouro (Richard Attenborough)
Norte da Itália, 1918 - Ao final da 1ª Guerra Mundial, a Itália se defende contra uma invasão austríaca. O presidente dos EUA, aliado da Itália, envia para a região enfermeiros, médicos e motoristas de ambulâncias da Cruz Vermelha. Agnes von Kurowsky é uma das enfermeiras que chegam a um dos hospitais de campanha.
Quando Ernest 'Ernie' Hemingway é ferido, fica sob os cuidados de Agnes. O ferimento da perna evolui para um eventual caso de gangrena. Ao descobrir essa possibilidade, Agnes passa a irrigar a área afetada com Dakin, o que faz contrariando as regras, já que apenas um médico poderia tomar tal decisão.
Horas depois, chega ao local o Dr. Domenico Caracciolo, médico italiano que, após examinar o ferimento, toma a decisão de amputar a perna doente na manhã seguinte. Na esperança de evitar tal cirurgia, Agnes passa a noite acordada, sempre irrigando o local afetado com Dakin. Na hora marcada, Dr. Domenico chega para realizar a cirurgia, mas fica surpreso com a grande melhora observada, o que faz com que desista da mesma. Com o tempo, Ernie passa a usar uma cadeira de rodas e a caminhar com o auxílio de muletas, recebendo uma condecoração por ato de heroísmo.
Embora reaja em princípio ao assédio do jovem, por ser ele seis anos mais novo que ela, Agnes termina se apaixonando por ele. Os dois chegam a traçar planos para o futuro.
Quando a 332ª Divisão americana chega à região, Agnes é enviada para a frente de batalha e os dois passam a trocar correspondência. Certo dia, Ernie chega ao front para reafirmar seu amor por ela e dizer que estará voltando para os EUA no dia seguinte. À noite, os dois ficam juntos num quarto de hotel, próximo à estação ferroviária.
À convite da enfermeira-chefe, Agnes a acompanha num fim-de-semana à Veneza, onde ficam na residência da família do Dr. Domenico. Este se mostra altamente interessado em Agnes, a ponto de convidá-la a voltar na semana seguinte, convite que ela aceita. Quando retorna à Veneza na outra semana, toma conhecimento que o armistício foi assinado. Com o fim da guerra, o médico lhe mostra seus planos para construção de seu próprio hospital e lhe pede em casamento.
Agnes envia uma carta a Ernie, informando-lhe sobre os planos do Dr. Domenico, sobre os quais se comprometeu pensar. Continua a carta dizendo que ele é muito novo, com toda uma vida pela frente, e que não acha justo manter o compromisso existente entre eles. Ernie fica arrasado e não a perdoa.
Agnes termina não se casando com Domenico e, oito meses depois, encontra-se com Henry Villard em Nova York, através do qual toma conhecimento que Ernie continua muito zangado com ela, que se acha no Lago Walloon, tentando escrever, e que vive às custas do pai. Villard esteve internado no hospital de campanha, na Itália, na mesma época de Ernie.
Agnes vai ao Lago Walloon, onde é mal recebida por ele. Ela lhe confessa que nunca deixou de amá-lo e que sempre o amará, mas ele se mantém irredutível. Seu orgulho o impede de perdoá-la, o que faz com que ela se retire da vida dele para sempre. Dizem que ele carregou essa dor por toda sua vida.
A longa carreira de Agnes, na Cruz Vermelha, continuou até o final da 2ª Guerra Mundial. Ela se manteve solteira até os 36 anos e morreu aos 92.
Hemingway recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1954. Um de seus maiores romances, "Adeus às Armas" conta suas experiências na Itália, durante a 1ª Guerra. Casou-se quatro vezes e se suicidou em 1961, aos 62 anos de idade.
Baseado numa história real, "No Amor e na Guerra" é um bom filme. Realizado pelo cineasta Richard Attenborough, o filme narra a passagem do famoso escritor Ernest Hemingway pela Itália, no final da 1ª Guerra Mundial, quando conheceu o grande amor de sua vida, a enfermeira da Cruz Vermelha, Agnes von Kurowsky.
Partindo de um roteiro bem estruturado, sem clichês, Attenborough realiza um bom trabalho, no que é ajudado pela bela fotografia de Roger Pratt e pelas marcantes atuações de Sandra Bullock e Chris O'Donnell, nos papéis principais.