
MORANGOS SILVESTRES (1957)
Smultronstället
| Outros Títulos: | Les fraises sauvages (França) Wild strawberries (UK / USA) Il posto delle fragole (Itália) Wilde erdbeeren (Alemanha) |
| Pais: | Suécia |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Ingmar Bergman |
| Roteiro: | Ingmar Bergman |
| Produção: | Allan Ekelund |
| Design Produção: | Gittan Gustafsson |
| Música Original: | Erik Nordgren |
| Fotografia: | Gunnar Fischer |
| Edição: | Oscar Rosander |
| Figurino: | Millie Ström |
| Maquiagem: | Nils Nittel |
| Efeitos Sonoros: | Aaby Wedin |
| Nota: | 9.4 |
| Filme Assistido em: | 1959 |
| Max von Sydow | Henrik Äkerman |
| Ingrid Thulin | Marianne Borg |
| Bibi Andersson | Sara |
| Gunnar Björnstrand | Evald Borg |
| Victor Sjöström | Professor Isak Borg |
| Jullan Kindahl | Agda |
| Folke Sundquist | Anders |
| Björn Bjelfvenstam | Viktor |
| Naima Wifstrand | Mãe de Isak |
| Gunnel Broström | Sra. Alman |
| Gunnar Sjöberg | Sr. Sten Alman |
| Gertrud Fridh | Karin, esposa de Isak |
| Äke Fridell | Amante de Karin |
| Per Sjöstrand | Sigfrid Borg |
| Gio Petré | Sigbritt Borg |
| Gunnel Lindblom | Charlotta Borg |
| Maud Hansson | Angelica Borg |
| Ann-Marie Wiman | Eva Äkerman |
| Eva Norée | Anna Borg |
| Lena Bergman | Kristina Borg, gêmea |
| Monica Ehrling | Birgitta Borg, gêmea |
| Ulf Johansson | Pai de Isak |
Festival Internacional de Berlim, Alemanha
Prêmio Urso de Ouro ( Ingmar Bergman)
Prêmio FIPRESCI (Victor Sjöström)
Festival de Cinema de Mar del Plata, Argentina
Prêmio de Melhor Filme ( Ingmar Bergman)
Prêmio de Melhor Ator (Victor Sjöström)
Festival Internacional de Veneza, Itália
Prêmio dos Críticos Italianos de Cinema ( Ingmar Bergman)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca
Bodil de Melhor Filme
Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália
Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Roteiro Original
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro (Victor Sjöström)
O professor e médico Isak Borg é uma pessoa egoísta e amarga que precisa viajar de Stockholm para Lund, a fim de receber uma homenagem por seus 50 anos de trabalho. Na véspera de sua viagem, ele tem um pesadelo, no qual ele se encontra numa rua deserta quando um caixão cai de um carro fúnebre e, para seu desespero, ele se vê deitado no tal caixão. Ao acordar, assustado, desiste de pegar o avião para Lund e resolve fazer a viagem por terra.
Em sua viagem, ele é acompanhado por Marianne, sua nora, em crise com seu marido Evald, que parece carregar a mesma amargura do pai. No caminho, ele para num local e comenta que ele e seus irmãos costumavam ir ali durante o verão. Marianne resolve dar um mergulho num lago, deixando Isak envolto em suas lembranças. Em sua imaginação, ele vê Sara, sua paixão da adolescência, colhendo morangos silvestres e aos beijos com seu irmão, Sigrid. Ele é despertado por uma jovem, que também se chama Sara, pedindo carona para ela e seus amigos Anders e Viktor. Em seguida, ele acolhe o Sr. e a Sra. Alman, um casal que acabara de sofrer um acidente. Quando o casal, em crise, começa a discutir, Marianne pede para que eles saltem do carro.
Depois que param para almoçar, Isak visita sua velha mãe. A seguir, continuam a viagem e Isak volta a se envolver com suas lembranças: Sara lhe diz que vai casar com Sigrid; numa floresta, ele vê sua esposa falecida encontrar-se com o amante.
Voltando à realidade, confessa à Marianne "que se sente morto embora continue vivendo". Marianne percebe que essas palavras são as mesmas que lhe foram ditas por Evald. Ela, então, conta a Isak que está grávida e que o motivo de sua crise conjugal é que Evald não quer o bebê.
Eles, finalmente, chegam à Lund, onde Isak é homenageado. Naquela mesma noite, ele conversa com Evald e Marianne. Depois, ele volta a refletir sobre sua existência, seu passado, seus medos e termina reencontrando um pouco de humanidade dentro de si e experimentando uma nova comunhão com a vida.
"Morangos Silvestres" é uma das mais comoventes obras de Ingmar Bergman, além de ser, talvez, o seu melhor filme. Este clássico influenciou fortemente o cinema europeu de sua geração. O cineasta cria cenas magníficas, misturando passado e presente nas mesmas imagens. O rosto do professor Isak Borg, muito bem interpretado pelo diretor Victor Sjöström, faz parte das emoções inesquecíveis do cinema.
Embora haja um deslocamento real, físico, através da viagem de automóvel, Bergman faz com que o professor Isak Borg, através de seus sonhos e de sua imaginação, viaje ao seu passado, talvez como uma forma de se purgar de uma vida sem amor.