Sinopse
No final de 1814, Nova Orleans encontra-se sob controle dos Estados Unidos por menos de uma década, e o general Andrew Jackson, que tem liderado a luta contra os britânicos durante os últimos dois anos, percebe que, para ganhar a guerra, deve manter a posse do vital porto. Com Washington, D.C., capturada pelo inimigo, a saída para a guerra está nas mãos de Jackson.
Determinado a evitar um iminente bloqueio por parte dos britânicos, o general segue para Nova Orleans, apesar das advertências do notório pirata crioulo francês, Jean Lafitte, governante de fato da cidade e, especialmente, da região do pantanal de Barataria. Enquanto isso, em Nova Orleans, Lafitte desrespeita a lei territorial ao vender o resultado de suas pilhagens fora dos limites da cidade, evitando o pagamento de impostos, enquanto também corteja secretamente Annette, filha do governador William Claiborne. O pirata se defende ao dizer-lhe que proibiu seus homens de atacar navios americanos, bem como, que ela pode se tornar a rainha de Barataria, independentemente de quem seja o governante de Nova Orleans. Annette rejeita sua oferta, afirmando que precisa de um homem de quem possa se orgulhar.
Mais tarde, no porto, o capitão Brown, um dos homens de Lafitte e pai de Bonnie, uma dos piratas, observa como um cofre de ouro é carregado em um navio americano. O navio também carrega a mais jovem irmã de Annette, Marie, que está fugindo com seu namorado. Apesar da proibição de Lafitte de atacar navios americanos, o capitão Brown ordena seus homens a capturarem o navio, o Corinthian, e depois de garantir a pilhagem, queima-o sem oferecer auxílio aos que se acham presos a bordo.
Apenas o garoto Miggs é salvo e Lafitte, horrorizado ao tomar conhecimento do crime praticado por Brown, o enforca. Em Barataria, alguns piratas desejam matar o garoto, por ser ele a única testemunha do ocorrido com o Corinthian, mas Lafitte o protege. Bonnie jura vingança contra o pirata pela morte do pai e diz para todos que ele só está apoiando os americanos por causa de Annette. Logo depois, um grupo de oficiais da marinha britânica o procura para oferecer-lhe o perdão real, concessões de terras e uma fortuna em ouro, caso ele ajude os britânicos a tomarem Nova Orleans. O braço direito de Lafitte, Dominique, ridiculariza a proposta britânica, afirmando que o amigo tem muito mais poder como pirata. Embora os britânicos o ameacem caso ele não se junte a eles, Lafitte afirma que lhes enviará uma resposta em uma semana.
Mais tarde, Dominique implica com Lafitte sobre sua devoção a Annette, quando o corsário lhe responde que passou a acreditar no que os ideais americanos representam, bem como, que em algum momento da vida, um homem tem que mudar. Em seguida, leva as cartas dos britânicos para Claiborne, que desconfia profundamente de suas intenções. Lafitte só pede o perdão para ele e seus homens, e um lugar sob a bandeira americana, em troca de unir suas forças. Claiborne concorda em levar a questão ao Conselho de Defesa. Annette fica tão emocionada com a transformação de Lafitte, que aceita sua proposta de casamento, mas a felicidade do corsário é arruinada quando ele retorna à Barataria e descobre que a vila pirata foi destruída pelos americanos.
Bonnie lhe diz que os sobreviventes foram presos em Nova Orleans, e ele se determina a libertá-los. Ela, no entanto, o implora para que fujam juntos, não sendo atendida. Enquanto isso, na cidade, Annette se revolta contra o pai, por ele ter traído o corsário. Por outro lado, o covarde Mercier, membro do Conselho de Defesa, afirma que a única esperança é se renderem aos britânicos. Seu comentário é ouvido pelo Gen. Andrew Jackson, que acaba de chegar. Este proclama que prefere incendiar a cidade a ter que se render. Quando o general fica sozinho, Lafitte entra sorrateiramente por uma janela e, com uma arma em punho, exige que seus homens sejam soltos, oferecendo-lhe em troca, uma enorme reserva em armas. Impressionado com sua coragem, Jackson concorda com a proposta. Enquanto os dois conversam, um jovem francês entra com a notícia de que os britânicos estão queimando as plantações do pai, há apenas oito milhas de distância.
Lafitte ajuda o general a elaborar planos de defesa estratégica, e em seguida, vai à cadeia, onde tenta reanimar Dominique, que confessa que os homens se sentem traídos, pois acreditam que ele os tenha abandonado. Lafitte mostra-lhe o perdão recebido, assinado por Jackson, que se ofereceu para perdoar qualquer outro pirata que se disponha a lutar ao lado dele. Em seguida, Lafitte vai embora, enquanto nas linhas de batalha, os norte-americanos preocupam-se com a possibilidade de ficarem sem os suprimentos de que tanto necessitam. Claiborne chega com trezentos moradores da cidade como reforço para os soldados, embora continuem com um número bem inferior ao dos britânicos. Assim que a batalha começa, Lafitte chega não só com a munição, mas com todos os seus homens.
O general Jackson diz a Lafitte que, devido à forte neblina, não pode empregar seus poderosos rifles Kentucky, de longo alcance e, assim, o corsário empreende uma perigosa missão, acompanhado por um de seus homens e por um batedor índio. Os três conseguem lançar para o alto uma flecha de fogo, identificando a localização dos britânicos, os quais terminam por perder a batalha. Comemorando a vitória, Claiborne oferece uma festa onde Jackson e Lafitte são festejados pela população. A noite, no entanto, é estragada quando Bonnie chega com o vestido que Marie pretendia usar em seu casamento, o qual fora pilhado antes do capitão Brown afundar o navio no qual a jovem viajava. Miggs também comparece à festa, sendo implacavelmente questionado sobre o destino do Corinthian. Lafitte sai em sua ajuda, esclarecendo que o garoto é o único sobrevivente da tal catástrofe.
Lafitte não põe a culpa em Brown, preferindo assumir a responsabilidade pelo ocorrido, como líder que era. Annette tenta defendê-lo, mas os homens da cidade o agarram com a intenção de linchá-lo. Jackson os impede ao insistir que o perdão oferecido aos piratas ainda permanece em vigor, principalmente depois do decisivo apoio deles na batalha contra os ingleses. Lafitte recusa a oferta, pedindo-lhe apenas uma hora para que ele possa deixar a cidade. Jackson concorda e, apesar de Annette implorar para ir com ele, Lafitte lhe diz que a ama demais para submetê-la a uma vida em fuga, sem um País para chamar de lar.
Embora Claiborne afirme que, mesmo sem condições de ter de volta sua outra filha Marie, pode dar-lhe o que tem de mais precioso na vida, Lafitte segura as mãos de Annette por um instante e, em seguida, retira-se. Mais tarde, a bordo de seu navio, ao lado de Dominique, Bonnie e os outros homens, ele dá ordens para zarparem. Declarando amargamente que não têm mais uma bandeira a ser içada, ele vê o navio se afastar, ocasião em que Bonnie se junta a ele na roda do leme.