Sinopse
Quando Jesus Cristo é preso e acusado pelos sacerdotes judeus, perante Pôncio Pilatos, o governador da Judéia, depois de interrogá-lo, não encontra motivos que justifiquem sua condenação. Entretanto, como a multidão presente ao julgamento continua a exigir sua crucificação, Pilatos manda flagelá-lo e, depois o exibe ensangüentado, acreditando que os ânimos não estejam mais exaltados. A multidão, no entanto, continua a exigir a morte de Cristo. Pressionado, o governador tenta um último recurso: ordena que tragam à sua presença um condenado à morte, por causa de uma revolta na cidade e por homicídio, chamado Barrabás. Em seguida, valendo-se de uma tradição judaica, concede ao povo o direito de escolher qual dos dois prisioneiros deve ser solto e qual deve ser crucificado, ocasião em que os sumos sacerdotes e os anciãos convencem as multidões a pedirem a libertação de Barrabás e a morte de Jesus.
Uma vez livre, Barrabás descobre que sua amada, Raquel, tornou-se uma seguidora de Cristo, quando ela lhe fala sobre a ressurreição. Não conseguindo compreender tal fé em Cristo, como o Messias, ele se reúne com Pedro, de quem ouve a história de Lázaro, mas permanece cético e retorna à sua antiga forma de vida, depois que Raquel é apedrejada até a morte como uma herege. Inevitavelmente, é novamente preso e, desta vez, condenado a uma vida de trabalho-escravo nas minas de enxofre da Sicília. Nos anos que se seguem, Barrabás fica muito próximo a um cristão, Sahak, que ganha sua admiração, mas mesmo assim, continua sem admitir a existência de um só Deus.
Quando a mina desmorona, Barrabás e Sahak surgem como únicos sobreviventes e acabam sendo levados para Roma, onde são treinados como gladiadores. Por causa de sua fé, Sahak se recusa a matar, sendo condenado à morte. Barrabás, por outro lado, vence Torvald, o sádico capitão dos gladiadores, na arena do circo. Como recompensa, o imperador concede-lhe sua liberdade por sua demonstração de coragem.
Depois de proporcionar um enterro cristão a Sahak, nas catacumbas, ele descobre que Roma está em chamas. Acreditando que os cristãos serão considerados os responsáveis pela ação, decide ajudar àqueles a quem negara, acrescentando uma tocha às chamas. Barrabás é capturado e condenado a ser crucificado juntamente com outros cristãos. Quando enfrenta a crucificação, ele finalmente descobre sua fé.
Comentários
Baseado no livro de Par Lagerkvist, que recebeu o Prêmio Nobel em 1951, “Barrabás” é um ótimo épico do cinema italiano do início dos anos 60. Produzido por Dino De Laurentiis e dirigido pelo nova-iorquino Richard Fleischer, o filme não conta com grandes orçamentos como os atribuídos aos americanos "Ben-Hur, (1959)” e "Spartacus, (1960)”, mas, mesmo assim, é envolvente, com ótimas locações e um talentoso elenco.
Outro aspecto que o torna semelhante às grandes produções hollywoodianas são as cenas monumentais, especialmente aquelas passadas na arena. Gladiadores em luta contra leões fazem lembrar filmes como “Spartacus”, “Demétrio e os Gladiadores”, dentre outros.
Mario Nascimbene contribui com uma ótima trilha sonora e, no elenco, Anthony Quinn brilha no papel de Barrabás. Entre os coadjuvantes, Jack Palance, Vittorio Gassman, Silvana Mangano, Ernest Borgnine, dentre outros, mostram-se muito convincentes em seus respectivos papéis.
CAA